
Astrônomos descobriram um corpo celeste bem além da órbita de Plutão, o que sugere que o famoso Planeta Nove pode estar mais distante do Sol que o imaginado, ou, ainda, ter saído de nosso Sistema Solar.
As simulações da órbita do sednoide foram realizadas pela equipe de astrônomos do projeto Formation of the Outer Solar System: An Icy Legacy (FOSSIL), realizado pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão.
O processo revelou algo bem peculiar sobre o 2023 KQ14: sua órbita não é idêntica a dos outros três sednoides descobertos até hoje.
Mas os mesmos estudos apontam que, há algo em torno de 4,2 bilhões de anos, eles tinham trajetórias similares, mostrando que o sednoide mudou seu rumo em algum momento da história, possivelmente graças a um evento ocorrido há cerca de 400 milhões de anos após seu surgimento. Esse evento o teria ejetado de nosso Sistema Solar.
O Dr. Yukun Huang, astrônomo do Observatório Astronômico Nacional do Japão, em comunicado, diminuiu a chance de o Planeta nove existir ou ter existido.
“O fato de a órbita atual de 2023 KQ14 não se alinhar com a dos outros três sednoides reduz a probabilidade da hipótese do Planeta nove. É possível que um planeta tenha existido no Sistema Solar, mas tenha sido ejetado posteriormente, causando as órbitas incomuns que vemos hoje”, apontou.
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