Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

Chances de vida alienígena em exoplaneta diminuem ainda mais

Chances de vida alienígena em exoplaneta diminuem ainda mais

Lembra do K2-18b? O exoplaneta oceânico descoberto em abril deste ano, que apresentava indícios de vida alienígena? Depois de um balde de água fria em maio, uma nova pesquisa reforça a ideia de que as formas de vida extraterrestres no planeta eram apenas uma ilusão.

As novas observações feitas pela NASA confirmam que o K2-18b, localizado a 124 anos-luz da Terra, possui água e, possivelmente, até um oceano líquido. Isso deveria ser um bom sinal para a existência de vida, certo? Acontece que não é bem assim.

No estudo de abril, realizado pela Universidade de Cambridge, o K2-18b parecia ter um gás em sua atmosfera que, na Terra, é produzido apenas por seres vivos. No entanto, as novas observações não conseguiram encontrar evidências desse gás.

A NASA vai além e afirma que, se esse gás realmente existir no planeta, pode ter surgido por processos químicos, o que coloca em xeque a possibilidade de o K2-18b abrigar alguma forma de vida.

Isso mostra como é difícil estudar planetas tão distantes. Enquanto um vizinho como Júpiter pode ser observado da Terra, planetas como o K2-18b são invisíveis até mesmo para telescópios comuns, devido à sua distância e à ausência de luz própria.

Para superar essa dificuldade, os astrônomos utilizam métodos avançados. Um deles consiste em observar o momento em que o planeta passa diante de sua estrela. A luz estelar atravessa a atmosfera do planeta, permitindo identificar quais gases estão presentes. Essa técnica já havia sido usada com sucesso no planeta GJ 1214b, revelando vapor de água em sua atmosfera.

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