
O governo da Itália aprovou recentemente um projeto polêmico de 13,5 bilhões de euros (cerca de 15,6 bilhões de dólares) para construir a maior ponte suspensa do mundo, ligando a ilha da Sicília ao continente, na região da Calábria, atravessando o Estreito de Messina.
A construção, prevista para ser concluída até 2032, promete transformar a infraestrutura local, reduzindo dramaticamente o tempo de travessia e impulsionando a economia do sul da Itália, porém enfrenta críticas quanto ao impacto ambiental, custo elevado e riscos de corrupção.
A ponte terá uma extensão total de 3.666 metros, com um vão principal suspenso de impressionantes 3.300 metros, o que seria um recorde no segmento de pontes suspensas. As duas torres que sustentarão os cabos terão 399 metros de altura, equivalentes a arranha-céus, e serão feitas em aço com estrutura reforçada para suportar ventos de até 270 km/h e atividade sísmica, dado que a região está sobre duas placas tectônicas.
A infraestrutura incluirá duas linhas ferroviárias no centro da ponte, ladeadas por três faixas de trânsito para veículos em cada sentido, além de faixas de serviço, com capacidade estimada de até 6.000 veículos por hora e 200 trens diariamente.
O primeiro impulso para o projeto data de mais de 50 anos atrás, mas somente agora o governo, liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni, avançou na aprovação através do comitê governamental CIPESS. O vice-primeiro-ministro Matteo Salvini destacou que o empreendimento será um impulsionador do desenvolvimento econômico, gerando dezenas de milhares de empregos, muitos deles qualificados, para as regiões historicamente mais pobres da Itália.
Por outro lado, parlamentares do Partido Democrático, grupos ambientalistas e órgãos de controle fiscal alertam para o alto custo do projeto e para o risco de transformar-se “em um buraco negro financeiro”. Também há preocupações sobre interferência da máfia, especialmente pela proximidade com a Sicília, embora o governo garanta medidas rigorosas para prevenção de corrupção.
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