
Outubro marca a temporada dos Prêmios Nobel, que celebram conquistas em física, química, medicina, literatura, paz e economia.
No entanto, uma disciplina notoriamente ausente é a matemática – e o motivo não tem nada a ver com ciúmes amorosos, como sugere a famosa lenda sobre Alfred Nobel e o matemático Gösta Mittag-Leffler. A razão é mais simples e reflete a visão prática de Nobel, como explica o IFLScience.
Nobel via a matemática como excessivamente abstrata, sem aplicação direta ao progresso material. Essa tendência se mantém até hoje: prêmios científicos costumam reconhecer experimentos e invenções tangíveis, como o tunelamento quântico e o aprendizado de máquina, em vez de teorias puras.
Além da matemática, outras áreas, como engenharia e ciências ambientais, também não têm categoria própria – embora muitas vezes sejam reconhecidas indiretamente pelos avanços que inspiram em física ou medicina.
Mesmo sem Nobel, os matemáticos têm seus próprios “Nobeis”: a Medalha Fields e o Prêmio Abel, e o consolo de que quase toda descoberta premiada depende, em última instância, da matemática.
Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.
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