
Para os que acreditam em astrologia, “Mercúrio retrógrado” parece ser um termo um tanto assustador – e, pela última vez no ano, o planeta está atravessando essa fase que, segundo dizem, exerceria influências energéticas turbulentas sobre variadas áreas da vida.
Isso, no entanto, não é o que nos interessa aqui. Afinal, cientificamente, o que significa, de fato, Mercúrio estar retrógrado e por que isso acontece?
Obviamente, isso é uma ilusão causada pela posição da Terra em relação à do planeta. Afinal de contas, cada planeta em órbita sempre viaja em uma direção definida e não pode de repente inverter o curso. É por isso que o fenômeno é chamado de movimento retrógrado aparente, pois apenas parece que o planeta está se movendo para trás.
Mercúrio faz esse tal movimento mais do que outros planetas por causa de sua órbita curta, que provoca, por consequência, um ano muito breve de 88 dias terrestres. É por isso que, como dito anteriormente, três ou quatro vezes por ano, ele dá a impressão de se mover para trás no céu, o que dura cerca de três semanas.
Em 2025, Mercúrio esteve em movimento retrógrado aparente primeiro entre 15 de março e 7 de abril, e depois, de 18 de julho a 11 de agosto. A fase atual teve início no domingo (9) e termina no dia 29. De acordo com o Old Farmer’s Almanac (Almanaque do Velho Fazendeiro), uma das publicações mais tradicionais dos EUA voltadas à vida no campo, o fenômeno também vai acontecer três vezes no ano que vem:
Segundo o colunista do Olhar Digital Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON), quando se trata dos planetas com órbita mais externa que a da Terra (de Marte em diante), a designação mais adequada é “laço” retrógrado. Isso porque, durante o curso percorrido, o planeta parece formar um laço no céu cada vez que é ultrapassado pela Terra.
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