Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de março de 2026 · 2 min de leitura ·

Astronautas em perigo na volta à Lua? NASA evita detalhar riscos da missão Artemis 2

Astronautas em perigo na volta à Lua? NASA evita detalhar riscos da missão Artemis 2

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, em uma coletiva de imprensa concedida nesta quinta-feira (12), a NASA confirmou que a missão Artemis 2 deve decolar na primeira semana de abril, enviando quatro astronautas para uma viagem de 10 dias ao redor da Lua. No encontro, um dos temas discutidos foi a segurança e o real nível de risco que a tripulação vai enfrentar durante a jornada.

Missões espaciais tripuladas sempre envolvem riscos. Mesmo com décadas de experiência e avanços tecnológicos, levar pessoas ao espaço continua sendo uma tarefa complexa. Cada lançamento exige anos de preparação, testes rigorosos e análises detalhadas de segurança.

No caso da Artemis 2, os especialistas da NASA reconhecem que ainda existe um grau maior de incerteza, já que o programa Artemis está apenas no começo e conta com apenas um número pequeno de missões realizadas até agora. Durante a coletiva de imprensa, foi explicado que não é possível apresentar um número exato para o risco da missão, uma vez que estimativas confiáveis dependem de mais dados e mais lançamentos realizados.

A avaliação é de Lori Glaze, administradora associada interina responsável pela área de desenvolvimento de sistemas de exploração da agência. Para ela, divulgar probabilidades muito específicas neste momento poderia criar uma falsa impressão de precisão.

A coletiva ocorreu após a chamada revisão de prontidão de voo, etapa em que engenheiros e gestores analisam todos os sistemas envolvidos na missão. Nesse processo são avaliados desde o foguete até os equipamentos que garantirão a segurança da tripulação.

Mesmo com a conclusão dessa revisão, jornalistas pressionaram os responsáveis pela missão para que apresentassem números mais concretos sobre os riscos. Um dos participantes da entrevista, John Honeycutt, presidente da equipe de gerenciamento da Artemis 2, explicou que alguns dados históricos podem ajudar a entender o contexto. Segundo ele, foguetes totalmente novos costumam ter cerca de 50% de chance de sucesso em seu primeiro lançamento.

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