
No começo desta semana, uma explosão no Sol lançou uma nuvem de plasma em direção à Terra. A erupção aconteceu na terça-feira (5) e pode provocar tempestades geomagnéticas entre sexta (8) e sábado (9), formando as famosas auroras – luzes coloridas que dançam nos céus do extremo norte do planeta.
O fenômeno foi classificado como uma erupção M4.4, considerada de intensidade média. Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA, a explosão deve causar, no máximo, breves apagões de rádio nas regiões polares e tempestades geomagnéticas G1 (fracas) ou G2 (moderadas), em uma escala que vai de G1 a G5.
A origem da erupção foi uma mancha solar extensa designada AR4168, visível com binóculos que tenham proteção adequada para observação solar. Durante o evento, o Sol expeliu uma CME que deve atingir o campo magnético da Terra nas próximas horas. Ao colidir com os gases presentes na atmosfera, essas partículas provocam as auroras boreais (no norte) e austrais (no sul).
As cores das luzes variam de acordo com o tipo de gás com os quais o material solar reage e a quantidade de energia envolvida. O verde, mais comum, é causado pelo oxigênio, que se excita com facilidade. Já as cores vermelha, azul, roxa e rosa surgem em situações mais energéticas, envolvendo também o nitrogênio.
Não há previsões atualizadas para a visibilidade, mas estima-se que as auroras devem ser mais facilmente observadas por quem estiver em regiões próximas ao Ártico.
Além da aurora, existe também o fenômeno chamado anti-aurora, que apresenta uma redução significativa do brilho nos arredores das famosas luzes coloridas.
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