Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

Explosão solar promete show de auroras no fim desta semana

Explosão solar promete show de auroras no fim desta semana

No começo desta semana, uma explosão no Sol lançou uma nuvem de plasma em direção à Terra. A erupção aconteceu na terça-feira (5) e pode provocar tempestades geomagnéticas entre sexta (8) e sábado (9), formando as famosas auroras – luzes coloridas que dançam nos céus do extremo norte do planeta.

O fenômeno foi classificado como uma erupção M4.4, considerada de intensidade média. Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA, a explosão deve causar, no máximo, breves apagões de rádio nas regiões polares e tempestades geomagnéticas G1 (fracas) ou G2 (moderadas), em uma escala que vai de G1 a G5. 

A origem da erupção foi uma mancha solar extensa designada AR4168, visível com binóculos que tenham proteção adequada para observação solar. Durante o evento, o Sol expeliu uma CME que deve atingir o campo magnético da Terra nas próximas horas. Ao colidir com os gases presentes na atmosfera, essas partículas provocam as auroras boreais (no norte) e austrais (no sul). 

As cores das luzes variam de acordo com o tipo de gás com os quais o material solar reage e a quantidade de energia envolvida. O verde, mais comum, é causado pelo oxigênio, que se excita com facilidade. Já as cores vermelha, azul, roxa e rosa surgem em situações mais energéticas, envolvendo também o nitrogênio.

Não há previsões atualizadas para a visibilidade, mas estima-se que as auroras devem ser mais facilmente observadas por quem estiver em regiões próximas ao Ártico.

Além da aurora, existe também o fenômeno chamado anti-aurora, que apresenta uma redução significativa do brilho nos arredores das famosas luzes coloridas. 

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