
Um fenômeno surpreendente está agitando não a atmosfera da Terra, mas sua ionosfera: o chamado furacão espacial. Semelhante aos furacões que conhecemos, ele gira em espirais e tem um “olho” calmo, mas é formado por plasma — partículas carregadas eletricamente que se movimentam impulsionadas pelo campo magnético da Terra.
Um estudo recente publicado na revista Space Weather revelou como esses eventos podem impactar o campo magnético terrestre e até atrapalhar sinais de GPS, mesmo em condições aparentemente calmas no espaço.
Um furacão espacial foi detectado pela primeira vez em 2014, por satélites e estações terrestres. Ele apareceu no Polo Norte Magnético em imagens do programa americano Defense Meteorological Satellite Program (DMSP) e foi descrito como “uma estrutura em espiral com braços curvos e uma zona central escura, brilhando com uma tênue luz de aurora”.
Ao contrário das auroras comuns, esse furacão espacial se manifestou em condições de atividade solar baixa, algo incomum para tempestades geomagnéticas.
Dois satélites próximos passaram pela estrutura momentos antes e depois, coletando dados que mostraram oscilações rápidas de plasma, correntes elétricas ascendentes e variações na densidade de partículas, características semelhantes ao motor convectivo de um furacão atmosférico, só que em forma eletromagnética.
Apesar de silenciosos e difíceis de perceber, os furacões espaciais causam perturbações significativas na ionosfera que podem afetar sistemas terrestres essenciais.
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