
O cérebro não dorme. Entre trazer memórias do passado e projetar o futuro, ele ainda observa, interpreta e analisa tudo ao redor. O pensamento pula de um lugar para outro, gerando um encadeamento de ideias sem fim.
Segundo termos científicos, o pensamento pode ser definido como um estado mental cognitivo ou emocional transitório, que tem por excelência a relação do sujeito com seus conteúdos, como, por exemplo, perceber, acreditar, temer, imaginar ou lembrar.
Ou seja, o tempo todo estamos imersos nesse complexo sistema mental elaborando conceitos, criando juízo de valor sobre as coisas e pessoas e realizando raciocínios de ordem prática para resolver questões do dia a dia.
Essa é uma dúvida que também intrigou os pesquisadores Jordan Poppenk e Julie Tseng, que desenvolveram um método para descobrir quando um pensamento termina e outro começa. Esse estudo foi publicado na revista Nature Communications.
O método consiste no isolamento dos chamados “vermes do pensamento”, apesar do nome não ser muito agradável, ele se encaixa perfeitamente na definição desse estado mental. Os “vermes do pensamento” são aqueles momentos consecutivos em que uma pessoa está focada numa mesma ideia.
Geralmente são ideias persistentes, intrusivas, e, assim como os vermes reais se apossam e se multiplicam rapidamente numa superfície, os “vermes do pensamento” também parecem escavar a nossa mente por longos períodos num assunto único, mas que geram ideias variadas.
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