Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

Eclipse lunar total: maioria da população mundial verá a “Lua de Sangue” em setembro

Eclipse lunar total: maioria da população mundial verá a “Lua de Sangue” em setembro

Um dos eventos astronômicos mais impressionantes do ano está chegando. Na noite entre 7 e 8 de setembro, dependendo do fuso horário, acontecerá um eclipse lunar total visível para grande parte do planeta. O fenômeno vai durar 3 horas, 29 minutos e 24 segundos, incluindo as fases parcial e total.

De acordo com o TimeAndDate, quem estiver na maior parte da Ásia, na faixa oriental da África e no oeste da Austrália poderá acompanhar o eclipse completo, do início ao fim, incluindo a tão esperada “Lua de Sangue”. Já observadores no restante do continente africano, em boa parte da Europa e em outras áreas da Austrália verão ao menos um trecho da parcialidade ou da totalidade.

Infelizmente, aqui no Brasil, não serão observadas nem a fase total nem a parcial. Apenas um pequeno trecho do nordeste terá acesso à fase penumbral do eclipse (que tem um escurecimento quase imperceptível da Lua). Como o evento começa às 13h27 (pelo horário de Brasília) e termina às 16h56, ou seja, em plena luz do dia, nem isso será possível ver.

Cerca de 60% da população mundial poderá acompanhar o fenômeno por inteiro, enquanto até 87% terão a chance de ver pelo menos uma parte dele – desde que o céu esteja limpo. Este será o segundo eclipse lunar de 2025. O primeiro ocorreu em março e foi visível principalmente no continente americano.

Eclipses lunares não acontecem todos os meses porque a órbita da Lua é inclinada em relação à da Terra ao redor do Sol. Para que o fenômeno ocorra, é preciso que o alinhamento aconteça em um ponto chamado “nodo”, quando Sol, Terra e Lua estão perfeitamente posicionados (ou “em sizígia”, como se diz na astronomia).

O eclipse total só acontece quando a Lua está na fase de cheia, passando completamente pela sombra da Terra. Existem também eclipses parciais, nos quais somente parte dela entra na sombra, e os penumbrais, quando ela cruza apenas pela meia-sombra.

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