
A investigação das explosões anteriores da Starship, o maior foguete do mundo, foram concluídas essa semana, abrindo o caminho para a SpaceX realizar o décimo lançamento da nave neste domingo (24).
Os três últimos lançamentos da Starship resultaram em explosões. Em 27 de maio, no nono voo, a missão terminou com a perda do propulsor Super Heavy e do estágio superior da nave. Segundo a SpaceX, “os investigadores rastrearam as falhas para separar problemas estruturais em cada um dos estágios do veículo”.
Não foi apenas o propulsor que falhou. O estágio superior do foguete, a Nave 35, apresentou um vazamento de metano dentro do cone de seu nariz logo após a separação. Embora a nave tenha compensado a falha para completar uma manobra crítica, o vazamento desestabilizou o controle de atitude e impediu a realização de testes espaciais. A SpaceX atribuiu a origem do problema a uma falha em um difusor de gás, já corrigida para voos futuros. A empresa perdeu o contato com a nave 46 minutos após o lançamento, quando ela se desintegrou durante uma reentrada descontrolada na atmosfera sobre o Oceano Índico.
A empresa de Elon Musk também descobriu as causas da explosão ocorrida durante testes em solo no dia 18 de junho. O incidente destruiu a nave que seria usada no próximo lançamento e causou danos na estrutura do local.
A causa foi um vaso de pressão de nitrogênio com danos “indetectáveis”, que comprometeu a estrutura da nave.
Em resposta a esses incidentes, a SpaceX introduziu uma série de modificações no design e nos procedimentos. Futuros propulsores Super Heavy terão novos lemes aerodinâmicos e serão projetados para reduzir o ângulo de ataque durante a descida. A empresa também implementou novos métodos de inspeção para detectar danos internos em vasos de pressão, além de reduzir sua pressão operacional.
Entre para comentar.