
Após mais de três anos de conflito, a guerra entre Ucrânia e Rússia ainda não mostra sinais claros de conclusão. No entanto, um setor em especial vem ganhando força na Ucrânia, o de drones e mísseis de longo alcance.
Segundo o portal Euro News, um ataque recente de um drone ucraniano a um depósito de munições em território russo evidencia que, mesmo com uma indústria de defesa muito menor que a da Rússia, Kiev segue determinada a expandir e consolidar suas capacidades militares.
Diante da necessidade de enfrentar uma potência militar muito mais forte e da falta de apoio consistente do Ocidente, a Ucrânia teve de se transformar rapidamente em um polo de inovação em defesa. O resultado é um setor capaz de equilibrar, e em alguns casos até superar, certas capacidades russas.
Composto por vária startups, entre elas a Fire Point – responsável pelo míssil que atingiu a Rússia – a região vem sendo chamada de “Vale do Silício da defesa”. A empresa permitiu que uma equipe da Associated Press visitasse uma de suas fábricas, onde foram apresentados os drones explosivos FP-1, capazes de viajar até 1600 quilômetros para alcançar seus alvos.
Lutar pelo ar é nossa única vantagem assimétrica real no campo de batalha no momento. Não temos mão de obra ou dinheiro quanto eles.
Mesmo diante da pressão de Donald Trump para encerrar a guerra, inclusive propondo garantias de segurança semelhantes às da OTAN, a Ucrânia busca fortalecer sua própria indústria de defesa para conter os avanços de Moscou.
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