
Pelo menos 739 pinguins foram encontrados mortos em Ilha Comprida, litoral sul de São Paulo, nos últimos quatro dias. O número foi contabilizado pelo Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), durante seus últimos monitoramentos na região.
Todos os pinguins já estavam em estágio avançado de decomposição. Segundo o instituto, não é possível determinar a causa exata das mortes.
Em um comunicado nas redes sociais, o IPeC apresentou dentre as hipóteses os efeitos da migração por longas distâncias, a dificuldade de encontrar alimentos, parasitoses, quadros infecciosos e a interação com redes de pesca.
Os animais encontrados são pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), originários da Patagônia, no Chile e na Argentina. Durante os meses de junho e setembro, essa espécie vem para o litoral brasileiro em busca de alimento e águas mais quentes.
Em uma publicação de 18 de agosto, o IPeC alertou que a temporada deste ano está desafiadora, com animais encalhados e cada vez mais debilitados. Em comparação aos últimos dois anos, os pinguins estão chegando mais frágeis, com peso reduzido, temperatura corporal abaixo do normal, indícios de interação com a pesca e problemas respiratórios.
Embora a espécie não esteja ameaçada de extinção, sua população vem diminuindo. Riscos como a poluição dos oceanos e as mudanças climáticas estão entre os principais fatores de risco para suas rotas migratórias e áreas de alimentação.
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