
Um artigo publicado esta semana na revista Proceedings of the Royal Society A: Mathematical, Physical and Engineering Sciences apresenta uma inovação baseada no origami que pode transformar o design de missões espaciais e outras tecnologias.
A antiga arte japonesa de dobrar papel inspirou cientistas a desenvolver uma nova família de formas, chamadas de “padrões de flores”, que prometem tornar as estruturas mais compactas, leves e confiáveis.
Liderados por Larry Howell, professor e vice-presidente acadêmico associado da Universidade Brigham Young, nos EUA, os autores do estudo criaram padrões de dobraduras que funcionam como pétalas de flores, abrindo e fechando de forma suave e previsível.
Esse mecanismo pode ser aplicado em painéis solares, antenas, telescópios espaciais e até em abrigos temporários na Terra, graças à praticidade de serem dobrados e desdobrados conforme a necessidade.
Projetos inspirados no origami não são novidade e são especialmente úteis em missões espaciais. Durante o lançamento, equipamentos precisam ocupar o menor espaço possível dentro dos foguetes.
Uma vez no espaço, no entanto, eles devem se expandir em sua forma completa para funcionar corretamente. Essa característica reduz custos, aumenta a eficiência das missões e permite transportar mais de um equipamento em um mesmo foguete.
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