Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

Como a Arqueologia Galáctica desvenda o passado do cosmos?

Como a Arqueologia Galáctica desvenda o passado do cosmos?

Todas as sextas-feiras, ao vivo, a partir das 21h (pelo horário de Brasília), vai ao ar o Programa Olhar Espacial, no canal do Olhar Digital no YouTube. O episódio da última sexta-feira (22) (que você confere aqui) apresentou a Arqueologia Galáctica, a área da astronomia que estuda o passado do cosmos através da análise de pistas deixadas em estrelas e galáxias

A professora de cosmologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Arianna Cortesi, explicou como pesquisadores encontram “fósseis cósmicos” que ajudam a reconstruir a história do Universo. Cortesi é doutora em astronomia pela Universidade de Nottingham e fez seus primeiros pós-doutorados no Reino Unido e na Austrália.

Em 2013, mudou-se para o Brasil, onde obteve outros três: no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), no Observatório do Valongo, da UFRJ, e no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Atualmente, leciona no Instituto de Física da UFRJ.

Assim como arqueólogos escavam as ruínas deixadas por civilizações passadas, astrônomos podem observar nas galáxias e estrelas evidências da história do Universo. Essa área de estudo é conhecida como Arqueologia Galáctica, uma forma diferente de olhar para os gases e ondas luminosas que atravessam o cosmos.

Pesquisadores utilizam dois principais métodos para “escavar” a poeira cósmica: as imagens de telescópio e a espectroscopia. Com as fotos, os cientistas podem classificar a forma dos corpos espaciais, sua localização e como se relacionam com os astros ao seu redor.

Já a espectroscopia consiste em decompor a luz emitida por uma galáxia ou estrela para descobrir suas características. “Utilizando a espectrografia, astrônomos conseguem medir propriedades dos astros como sua velocidade e composição química. E assim conseguimos entender porque as galáxias são diferentes umas das outras”, disse Cortesi.

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