Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Jato de plasma solar canibal atinge a Terra e provoca show de auroras

Jato de plasma solar canibal atinge a Terra e provoca show de auroras

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, uma erupção de classe M2.8 (média intensidade), que durou cerca de três horas, explodiu da mancha solar AR4204 no último sábado (30). Esse evento lançou um jato de plasma canibal em direção à Terra, que impactou a atmosfera na noite passada, provocando auroras espetaculares no norte do planeta, que se estenderam para latitudes muito mais baixas do que o normal.

CMEs são enormes explosões de plasma e campos magnéticos expelidos pelo Sol. Quando esse material atinge a Terra, pode reagir com as partículas dos gases presentes na atmosfera, produzindo as famosas auroras. A depender da intensidade, no entanto, as CMEs também podem afetar satélites, atrapalhar comunicações de rádio e até provocar falhas em redes elétricas nos episódios mais severos.

Em uma publicação no X feita no domingo (31), a física de clima espacial Tamitha Skov disse que, na verdade, duas tempestades solares distintas estavam direcionadas à Terra. A maior delas alcançaria e se combinaria com a menor, potencializando seus efeitos. Esse tipo de fusão é conhecido como “CME canibal” e pode provocar um impacto mais poderoso do que o habitual.

De acordo com a plataforma de meteorologia e climatologia Spaceweather.com, a CME lançada no sábado chegou ao planeta na segunda-feira (1º), às 18h (pelo horário de Brasília). O impacto na magnetosfera foi abrupto e forte, trazendo ventos solares com velocidade superior a 600 km/s e uma tempestade geomagnética de classe G2 – considerada moderada em uma escala que vai de G1 a G5. 

Tempestades nessa intensidade podem ocasionar danos em transformadores de energia, mudanças no arrasto de satélites e apagões em sinais de rádio de alta frequência. Até o momento, não se tem notícia de qualquer um desses efeitos na noite passada. Outra consequência é a aparição de auroras em áreas relativamente mais próximas da linha do equador.

Segundo a Forbes, nos EUA, por exemplo, o fenômeno pôde ser visto em lugares como Nebraska, Iowa e Illinois – raramente abençoados com avistamentos de auroras. A previsão da NOAA é que o espetáculo se repita na noite desta terça-feira (2) no Alasca, Washington, Idaho, Montana, Wyoming, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Minnesota, Wisconsin, Michigan, Nova York, Vermont, New Hampshire e Maine. 

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