Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Cripta da Civilização: cápsula do tempo só será aberta em 8113

Cripta da Civilização: cápsula do tempo só será aberta em 8113

Como transmitir nosso conhecimento para as gerações, digamos, bem futuras? Em uma cápsula do tempo com registros de como as pessoas viviam e que tornasse o estudo da história mais fácil e completo.

Essa foi a ideia do Dr. Thornwell Jacobs, afirma matéria no IFLScience. Jacobs, enquanto pesquisava materiais históricos antigos para um novo livro, observou que todo o conhecimento sobre civilizações antigas, particularmente sobre a vida no Antigo Egito, vinha de poucas fontes: basicamente as pirâmides e tábuas com inscrições encontradas na Assíria.

Para ele, isso era um “dever arqueológico”. Afinal, pela ideia, registros da vida na Terra na década de 1930 seriam deixados para que “civilizações futuras os estudassem”. Ou seja, mesmo sem saber, já que o termo só foi criado por ele mesmo anos depois, uma cápsula do tempo estava sendo criada.

A Cripta da Civilização, que está na Universidade de Oglethorpe, em Atlanta, começou a ser planejada em 1936, sendo preparada para armazenar registros por mais de 6 mil anos, já que ela só poderá ser aberta no ano de 8113.  No site da Universidade, a tarefa é descrita “como épica” e “nunca antes concebida” pelo então reitor, o Dr. Thornwell Jacobs, considerado o “pai da cápsula do tempo moderna”.

Jacobs acreditava que essa “era a obrigação de fornecer aos futuros historiadores um registro completo e preciso, cientificamente selecionado e preservado, da vida do século XX”.

A Cripta foi projetada para enterrar em uma antiga piscina diversos artefatos e documentos relacionados à vida na década de 1930 e sobre conhecimentos acumulados ao longo de 6 mil anos. Entre os objetos guardados, havia gravações de Artie Shaw, popular clarinetista daquele tempo, filmes e fotos feitos a partir de 1898 e 100 livros armazenados em microfilme.

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