
Há quarenta anos, pesquisadores encontraram os restos do Titanic nas profundezas do Atlântico Norte. Essa foi a primeira vez que o gigante transatlântico, famoso pelo filme de mesmo nome lançado em 1997, foi avistado após o naufrágio em 1912. Um vídeo raro da descoberta foi divulgado para comemorar as quatro décadas.
A expedição ocorreu em 1985 e contou com uma equipe de exploradores da Instituição Oceanográfica Woods Hole (WHOI) e da Instituição Oceanográfica Francesa, IFREMER. A missão tinha como objetivo inspecionar os destroços do submarino nuclear USS Scorpion, perdido no mar em 1968. Porém, a tripulação já suspeitava que poderia encontrar o local de naufrágio do famoso Titanic.
A equipe utilizava tecnologia de ponta, como o submersível ARGO, controlado à distância e equipado com sonar de varredura e câmeras capazes de transmitir imagens ao vivo. Também contava com o sistema de câmeras ANGUS, suspenso por cabos, que registraria em detalhes os destroços do navio assim que fossem localizados.
O plano original era varrer o fundo do oceano com um sonar, mas como esse equipamento não foi possível encontrar o navio. Os pesquisadores decidiram então seguir os destroços do Titanic, uma busca que durou semanas.
A grande descoberta aconteceu na manhã de 1° de setembro daquele ano, quando os pesquisadores detectaram o transatlântico a 3,8 mil metros de profundidade. As câmeras revelaram as imensas caldeiras do navio no fundo do oceano, uma cena que agitou a equipe.
“Encontrar o Titanic foi extraordinariamente emocionante, mas, ao mesmo tempo, um pouco angustiante. Mais de 1,5 mil pessoas faleceram no acidente e, com toda a comoção em torno da descoberta, era importante que tivéssemos isso em mente”, relatou Stewart Harris, engenheiro-chefe do projeto ARGO da WHOI, em um comunicado.
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