Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Entenda o possível sinal de vida encontrado em Marte pela NASA

Entenda o possível sinal de vida encontrado em Marte pela NASA

Todas as sextas-feiras, ao vivo, a partir das 21h (pelo horário de Brasília), vai ao ar o Programa Olhar Espacial, no canal do Olhar Digital no YouTube. O episódio da última sexta-feira (12) – que você confere aqui – repercutiu os possíveis indícios de vida passada descobertos em Marte pela NASA, noticiados pelo Olhar Digital na quarta-feira (10).

A especialista em astrobiologia Ana Carolina Souza Ramos de Carvalho detalhou a descoberta, mostrando como os pesquisadores chegaram à hipótese de que o material encontrado pode indicar organismos no passado do Planeta Vermelho. Graduada em Ciências Biológicas Modalidade Médica, ela tem pós-doutorado em Biotecnologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Na última semana, a NASA concedeu uma entrevista coletiva para divulgar os resultados da análise de uma amostra coletada em julho de 2024 pelo rover Perseverance na Cratera Jezero, no hemisfério norte de Marte. Essa é uma região que ele vem explorando desde 2021, quando pousou no planeta, e é considerada uma das mais promissoras para a busca de vida extraterrestre.

O rover encontrou um conjunto de minerais na borda oeste dessa formação, um local que os astrônomos acreditam ter sido o vale de um rio há bilhões de anos. Segundo a pesquisadora, esse é um lugar com maior acumulo de matéria orgânica, levada pelo fluxo de água até ali, o que aumenta as chances de sinais biológicos.

Os materiais descobertos estão na formação Bright Angel (o Anjo Brilhante), na rocha “Cânion Safira”. Cientistas apresentaram a descrição dessas amostras em um artigo publicado na revista científica Nature, no mesmo dia do anúncio. O estudo revela que os minerais estão em rochas ricas em argila e são provavelmente vivianita e greguita, que na Terra estão frequentemente ligadas à atividade de organismos vivos.

“Esse material é interessante porque ele vem da ligação da matéria orgânica com o ferro daquele ambiente. Muita das vezes, têm até uma cor azulada”, comentou a pesquisadora.

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