
Um artigo publicado nesta quinta-feira (26) no periódico científico The Astronomical Journal relata uma descoberta inédita do Telescópio Espacial Hubble, da NASA, que registrou o cometa 41P/Tuttle–Giacobini–Kresák diminuindo sua rotação e, depois, girando na direção oposta.
É a primeira vez na história que esse fenômeno é documentado, mostrando que cometas podem ser ainda mais dinâmicos do que se imaginava.
41P likely originated in the Kuiper Belt, a collection of icy bodies beyond Neptune’s orbit. The comet was then flung into its current trajectory by Jupiter’s gravity, now visiting our inner solar system every 5.4 years. Find out more: https://t.co/JNyI3KqyKJ pic.twitter.com/9YSZvTqJHL
O 41P provavelmente se formou no Cinturão de Kuiper e teve sua trajetória atual moldada pela gravidade de Júpiter, aproximando-se do Sistema Solar interno a cada 5,4 anos. Sua passagem mais recente pelo Sol foi em setembro de 2022, mas as observações mais detalhadas foram feitas durante a aproximação anterior, em 2017.
Além do Hubble, telescópios como o Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, e o Lowell Discovery Telescope, instalado no Arizona, acompanharam o cometa. No entanto, os dados do Hubble só foram analisados anos depois, quando o cientista David Jewitt, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, os encontrou no Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais.
O que esses dados revelaram surpreendeu os pesquisadores. Em março de 2017, o cometa girava rapidamente, mas em maio já estava girando três vezes mais devagar, com um período de 46 a 60 horas. Surpreendentemente, em dezembro do mesmo ano, sua rotação acelerou novamente, passando a completar uma volta em cerca de 14 horas.
Entre para comentar.