Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Mistério das crateras explosivas na Sibéria pode ter sido revelado

Mistério das crateras explosivas na Sibéria pode ter sido revelado

A presença de enormes crateras na Sibéria vem sendo motivo de discussão entre pesquisadores ao longo dos últimos anos. Observados pela primeira vez nas penínsulas de Yamal e Gydan, em 2012, esses buracos podem ter até 50 metros de profundidade.

Eles aparecem aleatoriamente no permafrost e diversas teorias para explicar o fenômeno já foram criadas, desde impactos de meteoros até explosões de gás. Agora, um novo estudo pode finalmente ter revelado o que de fato está acontecendo.

O trabalho liga as crateras a fatores específicos exclusivos das duas penínsulas, além das vastas reservas de gás nesta região e os efeitos das mudanças climáticas. Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores analisaram dados geológicos e usaram cálculos numéricos para desenvolver um modelo conceitual.

Segundo a equipe, existem abundantes infiltrações de gás natural na área, que acabam sendo liberadas em função do derretimento do permafrost. Essa é uma camada de solo, rocha e sedimentos que permanece congelada por pelo menos dois anos consecutivos, contendo água, matéria orgânica, plantas e animais congelados ao longo de milhares de anos. 

Com o aquecimento do planeta, no entanto, esse solo está derretendo, o que ocasiona a liberação dos gases. A consequência disso são as explosões e formações das crateras. As conclusões foram descritas em estudo publicado na revista Science of the Total Environment.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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