Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Lançador nuclear portátil é considerado pelos EUA para competir com a China

Lançador nuclear portátil é considerado pelos EUA para competir com a China

Tudo indica que exposição do míssil balístico intercontinental (ICBM) chinês Dongfeng-61 (DF-61) pode ter impactado a política de defesa dos Estados Unidos. Após uma parada militar ocorrida na China em setembro, Washington reacendeu o debate sobre a modernização de sua antiga força nuclear terrestre. Alguns especialistas defendem ICBMs móveis, enquanto outros argumentam a favor de novos silos de lançamento fixo.

As forças armadas chinesas exibiram o DF-1 durante a comemoração dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. O evento simboliza a expansão militar estratégica do governo chinês e sua busca por sistemas de longo alcance.

Nos EUA, o Pentágono enfrenta dificuldades financeiras para seguir com o programa Sentinel: o substituto planejado pela Força Aérea para os mísseis Minuteman III da época da Guerra Fria. Em um comunicado de setembro, o Escritório de Responsabilidade Governamental (GAO, na sigla em inglês) anunciou estar com problemas na transição. O Departamento de Defesa reconheceu também pressões significativas de cronograma e custos.

O impasse chamou a atenção de think tanks, ou “laboratórios de ideias” em português. Essas organizações realizam pesquisas e análises sobre políticas públicas e, a partir delas, formulam recomendações baseadas em evidências. Também são normalmente alinhadas a um espectro político em seus conselhos.

Na última segunda-feira (1), a The Heritage Foundation, um think tank de Washington, apresentou seu parecer sobre o caso em um comunicado. O grupo argumentou que há um risco em depender apenas de silos para lançar os misseis, e que lançadores móveis em veículos terrestres seriam uma opção para o Sentinel.

“O relatório do GAO deixa claro que confiar inteiramente no plano atual para ICBMs baseados em silos pode representar graves riscos”, escreveram os analistas. O grupo acredita que uma força mista, com lançadores móveis e fixos, poderia dificultar ataques adversários e diminuir os custos do programa.

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