Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Lixo espacial: remover apenas 50 objetos já reduz riscos pela metade

Lixo espacial: remover apenas 50 objetos já reduz riscos pela metade

Cientistas alertam que o lixo espacial pode ser o responsável pela próxima emergência ambiental. Atualmente, existem mais de 130 milhões de fragmentos de detritos maiores que um milímetro orbitando a Terra.

No entanto, talvez não seja necessário buscar uma solução para todos eles. Segundo um estudo liderado por Darren McKnight, doutor em ciências da engenharia aeroespacial pela Universidade do Colorado, nos EUA, o foco deve estar na remoção de 50 equipamentos espaciais mais antigos.

De acordo com o site Ars Technica, a proposta foi apresentada por McKnight na sexta-feira (10) no Congresso Internacional de Astronáutica, em Sydney, Austrália.

A previsão é que cerca 100 mil espaçonaves possam circundar a Terra até o final desta década. A maioria pertencente à megaconstelação de satélites de internet Starlink, da SpaceX, que estão atualmente planejados ou sendo implantados. Já a quantidade de lixo espacial queimando na atmosfera anualmente deve ultrapassar 3.300 toneladas.

A maioria dos foguetes em uso hoje funciona com combustíveis fósseis e libera fuligem, que absorve calor e pode aumentar as temperaturas nos níveis superiores da atmosfera da Terra. A incineração atmosférica de satélites produz óxidos de alumínio, que também podem alterar o equilíbrio térmico do planeta.

Ambos os tipos de emissões também têm o potencial de destruir o ozônio, o gás protetor que impede que a perigosa radiação ultravioleta (UV) atinja a superfície da Terra. E também podem produzir anomalias significativas de temperatura na estratosfera. Outro efeito desse manto de cinzas metálicas que está se formando na estratosfera como resultado das reentradas dos satélites pode ser a interferência no campo magnético do planeta.

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