Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Bioimpressora em forma de pílula promete reparar lesões internas

Bioimpressora em forma de pílula promete reparar lesões internas

É isso mesmo que você leu no título e na linha fina desta reportagem. Pesquisadores desenvolveram uma bioimpressora, cujo formato é o de uma pílula, que contém tinta “viva” e é capaz de reparar danos internos em nosso corpo após ser engolida. Quando ela faz o que precisa fazer, é atraída para fora com um ímã.

A pílula — cujo nome correto é Sistema de Deposição Endoluminal Magnética (MEDS, na sigla em inglês) — foi concebida no Laboratório de Tecnologias Avançadas de Fabricação da École Polytechnique Féderale de Lausanne (EPFL), na França. A pequena impressora foi inspirada em outras tecnologias chamadas de “untethered” (sem amarras) que também seguem em desenvolvimento.

Nessa categoria, lembra o IFLScience, podemos citar robôs microscópicos que podem ser ajustados para limpeza de vasos sanguíneos, bem como as “câmeras em pílula“, capazes de captar imagens do intestino sem precisar estarem acopladas a um endoscópio.

Em comunicado, o chefe do laboratório francês, Vivek Subramanian, afirmou que, “ao combinar os princípios das bioimpressoras in-situ com os conceitos de liberação de medicamentos das cápsulas inteligentes, podemos imaginar uma nova classe de dispositivo: uma bioimpressora do tamanho de uma pílula, que pode ser engolida”.

A biotinta pode ser injetada sobre a região-alvo como uma espécie de curativo, de modo que protege o tecido lesionado e auxilia na cicatrização. Mas isso só é possível se ela entrar em contato com as paredes do trato gastrointestinal no local correto. Contudo, isso é difícil de fazer, algo que também acontece com outros dispositivos similares.

A pílula não possui componentes eletrônicos. Assim que é ingerida, as etapas que ela segue para curar o tecido ferido podem ser acompanhadas externamente, o que permite aos cirurgiões ou cientistas usar um laser infravermelho para forçar a liberação da biotinta. Esse laser é capaz de penetrar o corpo sem causar danos.

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