
Existem duas teorias que podem explicar o funcionamento do Universo. São elas a da Relatividade Geral, que explica os comportamentos de objetos de grande escala, e a da Mecânica Quântica, que versa sobre a escala atômica.
Diversos cientistas já tentaram unificar as ideais em uma explicação geral, mas sem sucesso. A esperança de uma “teoria geral”, no entanto, pode estar em um trabalho apresentado por pesquisadores das universidades de Varsóvia e Cracóvia, ambas na Polônia.
Em artigo publicado no portal The Conversation, Francisco José Torcal Milla, professor da Universidade de Zaragoza, na Espanha, explica que a principal diferença entre as teorias é que a primeira é determinista e a segunda probabilística. E que isso as torna incompatíveis.
O especialista afirma que a maior parte dos esforços realizados na busca por uma teoria da gravidade quântica tem se concentrado, até agora, em tentar quantificar a gravidade. No entanto, a pedra filosofal da proposta publicada pelos físicos das universidades de Varsóvia e Cracóvia é o “Tensor Alena”.
Ela adota uma abordagem completamente oposta: transforma o espaço-tempo curvo em um espaço-tempo plano (como esticar a casca de uma laranja) de forma que os resultados da Relatividade Geral sejam mantidos matematicamente e, em seguida, aplica a este espaço plano as ferramentas conhecidas da mecânica quântica.
Na proposta, os autores derivam as equações quânticas que descrevem o sistema físico completo, incluindo todas as forças. E concluem que gravidade está presente na mecânica quântica desde o início, uma mudança completa de paradigmas.
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