Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Por meio de simulações, pesquisadores explicam como ocorrem flashes em galáxias distantes

Por meio de simulações, pesquisadores explicam como ocorrem flashes em galáxias distantes

Desde 1880, astrônomos vêm observando um fenômeno que se originou em uma galáxia conhecida como OJ 287. Ele acontece cerca de duas vezes a cada 12 anos, a uma distância de 3,5 bilhões de anos-luz e com uma equivalência luminosa de 1 trilhão de sóis. Trata-se de flashes que iluminam o céu noturno nessa região no espaço e desaparecem após alguns meses.

Agora, pela primeira vez, pesquisadores realizaram cálculos e simulações trazendo explicações sobre esse misterioso fenômeno. O estudo foi liderado por Sean Ressler, pesquisador de pós-doutorado no Instituto Canadense de Física Teórica (CITA) e publicado no The Astrophysical Journal Letters. 

O estudo ainda tem Bart Ripperda, pesquisador que também faz parte do CITA, Luciano Combi, pesquisador nacional do CITA no Perimeter Institute e na Universidade de Guelph e Xinyu Li, da Universidade de Tsinghua.

Abaixo, você confere um dos vídeos de simulação feitos pelos pesquisadores. O conteúdo traz uma renderização tridimensional de simulações GRMHD de uma espiral de baixa razão de massas entre dois buracos negros supermassivos. Para isso, o OJ 287 foi utilizado como inspiração.

Na própria descrição do vídeo disponível no YouTube, é dito que as cores roxa e branca mostram a temperatura, já a verde simula regiões de alta magnetização. Então, é possível ver que o buraco negro secundário entra por meio do disco de acreção, o que faz com que plumas de gás quentes sejam liberadas e, dessa maneira, sejam criadas ondas de choque espirais no disco.

Em outra simulação, são mostradas a evolução de pressão no plano médio e a densidade de massa no plano orbital. Confira abaixo:

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