
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, duas explosões solares de classe X (o tipo mais poderoso) ocorreram em um intervalo de pouco mais de 24 horas no último fim de semana. Ambos os eventos foram desencadeados no agrupamento de manchas solares AR4274 e liberaram jatos de plasma e campos magnéticos – ejeções de massa coronal (CME) – em direção à Terra.
O jato lançado primeiro foi “engolido” pelo segundo, mais veloz, caracterizando uma “CME canibal”, que atingiu o planeta na noite de terça-feira (11). De acordo com a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, as partículas carregadas do material solar reagiram com os átomos presentes na atmosfera da Terra, provocando uma tempestade geomagnética G4 – considerada severa em uma escala que vai de G1 (fraca) a G5 (extrema).
Como resultado, ao longo da madrugada, espetáculos de auroras multicoloridas foram vistos nos céus de toda a América do Norte – do Canadá ao México – e Europa. E vem muito mais por aí.
Aurora vista desde Laguna Seca, #Fresnillo, #Zacatecas. Créditos: Tere Sita Ebiru pic.twitter.com/685S4krXZu
Acontece que as explosões X1.8, ocorrida no domingo (9), e X1.2, que se deu na manhã de segunda-feira (10), não foram as únicas erupções de potência máxima do Sol nas últimas horas. Outro evento, ainda mais poderoso, foi desencadeado na mesma região ativa (AR4274) na terça. Classificada como X5.1, essa foi a explosão solar mais violenta de 2025.
Segundo previsões da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) e o Serviço Meteorológico do Reino Unido (Met Office), uma nova rodada de tempestades geomagnéticas, variando de fortes (G3) a severas (G4), é esperada para a próxima madrugada. Há possibilidade de que o fenômeno atinja intensidade extrema (G5), o que poderia fazer as auroras se espalharem ainda mais para o sul do que na noite anterior.
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