Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Nova cratera descoberta pela NASA é como uma “sarda” da Lua

Nova cratera descoberta pela NASA é como uma “sarda” da Lua

Uma nova marca foi detectada na superfície da Lua, revelando uma cratera nunca antes vista que chamou a atenção da equipe responsável pela Câmera do Orbitador de Reconhecimento Lunar (LROC), da NASA, que a descreveu como uma “sarda” – apesar do brilho que destaca sua borda, ela é extremamente pequena para os padrões das crateras lunares.

Medindo cerca de 22 metros de diâmetro, a depressão teria surgido entre dezembro de 2009 e dezembro de 2012, provavelmente após uma colisão ocorrida ao norte da cratera Römer. A descoberta reforça como a Lua ainda está em constante transformação, mesmo que pareça um ambiente estático do nosso ponto de vista.

A identificação de novas crateras não é novidade para a LROC, que compara imagens antigas e recentes das mesmas regiões para registrar mudanças. Essa análise temporal já permitiu a detecção de dezenas de crateras de impacto ao longo dos anos. Essa abordagem foi decisiva para confirmar que a superfície lunar é mais ativa do que se imaginava e que continua passando por alterações em escalas de tempo que podemos acompanhar.

Em 2016, os pesquisadores já contabilizavam mais de 200 crateras recém-formadas desde o início da missão LRO, em 2009. Alguns anos depois, o orbitador também registrou o que pode ser uma cratera artificial, possivelmente causada pela queda da sonda russa Luna 25. Esses achados mostram como impactos naturais e acidentes espaciais seguem deixando marcas no solo lunar.

No caso da nova depressão, os cientistas observaram que o impacto espalhou material brilhante a dezenas de metros da borda, formando padrões parecidos com “raios solares”. Esse tipo de marca já havia sido visto em outros impactos recentes, como o registrado em março de 2013. Com o passar dos anos, porém, esses raios devem escurecer, ficando com a mesma cor do regolito – o solo fino e cheio de poeira que cobre grande parte da Lua.

Cada nova estrutura identificada ajuda a entender melhor a taxa de impactos no satélite e como essas marcas se desgastam ao longo do tempo. Esse conhecimento é fundamental para planejar futuras missões tripuladas com segurança.

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