
Nesta quarta-feira (19), foi divulgado o rascunho da carta final da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Nele, há várias recomendações para brecar o aquecimento global, de modo a tentar limitar esse aquecimento em 1,5 °C.
Além disso, ele frisa que a meta proposta no Acordo de Paris, realizado em 2015, ainda está “viva”, porém, defende ser necessário esforços definidos por calendários e formas de implantação, especialmente sobre o fim dos combustíveis fósseis.
Segundo a Agência Brasil, governos, sociedade, povos originários e especialistas dizem que uma combinação de ciência, justiça climática, financiamento ideal e participação efetiva dos moradores de territórios mais afetados pela desigualdade e destruição ambiental é capaz de conter essas mazelas.
E alertou: a meta-limite de aquecimento de 1,5 °C será alcançado a partir de novo pacto global baseado em equidade. Também destaca que quem, historicamente, é responsável pelas emissões, precisa aumentar metas e garantir recursos financeiros acessíveis e adequados.
Para o documento da COP30, a prioridade é a ampliação do financiamento climático. Isso inclui mecanismos para adaptação, mitigação, perdas e danos, além de apoio a iniciativas locais cujos líderes sejam povos indígenas e comunidades locais. Ele destaca que, “sem financiamento previsível e suficiente, não há como tornar viável a transição que o planeta exige“.
O rascunho fala ainda do fortalecimento do recém-criado Fundo de Perdas e Danos, algo que deve ser feito pela COP30. A ideia é garantir que comunidades que sofrem com catástrofes naturais, como secas, enchentes e demais desastres em função do clima, possuam acesso direto e simplificado aos recursos.
Entre para comentar.