
Um gigantesco anel brilhante no espaço, apelidado de “Anel de Diamante”, acaba de ter sua origem desvendada. O objeto, com 20 anos-luz de diâmetro, intriga astrônomos há anos.
Agora, pesquisadores liderados por Simon Dannhauer revelam que o fenômeno não é uma estrutura romântica, mas sim o que sobrou de uma bolha estelar que “estourou” há centenas de milhares de anos.
O Anel de Diamante fica na constelação de Cygnus e sempre chamou atenção por parecer rodeado por um “diamante” luminoso. Mas essa ilusão foi finalmente esclarecida: o brilho mais intenso não faz parte do anel, e sim é um aglomerado de estrelas jovens que está algumas centenas de anos-luz mais perto da Terra, explica a Space.
Com novas simulações em 3D e observações atualizadas, a equipe de Dannhauer percebeu que o anel não tem nada a ver com a joia perfeita que aparenta ser. Trata-se do que restou de uma bolha estelar criada por intensa radiação e ventos de uma estrela massiva. Com o tempo, a bolha expandiu-se até ultrapassar os limites da nuvem que a formou, levando ao seu “estouro”.
Tudo o que restou foi o formato plano característico. Pela primeira vez, observamos o estágio final de uma bolha de gás desse tipo em uma estrutura de nuvem nitidamente plana.
A maior parte das bolhas geradas por estrelas massivas cresce de forma esférica e revela sinais claros de expansão em diferentes direções. Mas o Anel de Diamante não exibia esses indícios.
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