
A NASA e a ESA (agência espacial europeia) revelaram nesta semana um conjunto de imagens que estão entre as mais nítidas e reveladoras já capturadas do cometa interestelar 3I/ATLAS. Os registros, obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble e pela sonda Jupiter Icy Moons Explorer (JUICE), mostram o visitante cósmico com um brilho e atividade notavelmente intensificados após sua recente passagem próxima ao Sol.
O objeto, que viaja a uma velocidade estimada de 210 mil quilômetros por hora, já passou por seu ponto de maior proximidade com o Sol em outubro. Agora, segue em direção ao seu encontro mais próximo com a Terra, previsto para 19 de dezembro, quando estará a cerca de 270 milhões de quilômetros do nosso planeta — uma distância segura, mas suficientemente próxima para estudos detalhados.
A NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) lideram os esforços para documentar o evento. O Telescópio Espacial Hubble capturou uma imagem que mostra o núcleo do cometa envolto por uma brilhante atmosfera de gás e poeira, conhecida como coma. Na fotografia, as estrelas ao fundo aparecem como rastros luminosos, resultado da técnica usada para acompanhar o objeto em seu movimento rápido.
Já a sonda JUICE da ESA, que está em rota para estudar as luas de Júpiter, conseguiu um registro ainda mais próximo. De uma distância de apenas 66 milhões de quilômetros, seus instrumentos capturaram o cometa em alta atividade, exibindo claramente duas caudas distintas: uma de plasma, formada por gás eletricamente carregado, e outra mais tênue, composta por partículas de poeira.
A análise preliminar sugere que o aquecimento causado pela passagem próxima ao Sol intensificou dramaticamente a atividade do cometa, fazendo com que ele liberasse grandes quantidades de gás e poeira. Estimativas iniciais indicam que seu núcleo possui entre 440 metros e 5,6 quilômetros de diâmetro, o que o tornaria potencialmente o maior objeto interestelar já observado.
Embora as imagens já revelem características importantes, a comunidade científica aguarda a chegada de um conjunto mais completo de dados. As informações coletadas pelos instrumentos científicos da sonda JUICE, por exemplo, só serão totalmente transmitidas e processadas na Terra em fevereiro de 2026.
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