
Pesquisadores descobriram uma forma de converter óleo de cozinha usado — um resíduo produzido em bilhões de galões por ano — em plásticos sintéticos recicláveis capazes de substituir o polietileno (PE), o tipo de plástico mais fabricado no mundo.
O estudo, publicado no Journal of the American Chemical Society, mostra que o material obtido não só imita o PE derivado de combustíveis fósseis, como também pode superá-lo em resistência e flexibilidade.
A pesquisa ainda resultou em um adesivo tão potente que conseguiu unir placas de aço inoxidável com força suficiente para puxar um sedã ladeira acima.
A diferença crucial está na reciclabilidade: ao contrário do PE convencional, os novos polímeros podem ser facilmente decompostos, reutilizados ou misturados a plásticos comuns sob condições brandas. Além disso, versões ramificadas mostraram propriedades adesivas superiores às de colas comerciais.
O estudo reforça o potencial do óleo de cozinha usado como fonte sustentável e destaca caminhos viáveis para transformar resíduos em materiais de alto valor dentro dos princípios da economia circular.
Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.
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