
A urgência climática deixou de ser uma previsão para o futuro e já faz parte do dia a dia da população brasileira. É o que aponta a pesquisa “Clima, Trabalho e Transição Justa”, realizada pelo Aurora Lab e pela More in Common. Segundo dados obtidos com exclusividade pela Agência Brasil, 85% dos brasileiros já percebem os impactos das mudanças climáticas em suas rotinas, sendo que quase metade, 46%, classifica esse impacto como intenso.
O levantamento, que ouviu 2.630 pessoas em nove capitais brasileiras, será lançado oficialmente nesta quarta-feira (27), em São Paulo, durante o encontro “Quem move o Brasil? Debates sobre Trabalho, Energia e Desenvolvimento”.
Os efeitos do aquecimento global e dos eventos extremos refletem diretamente na qualidade de vida e na economia doméstica. Entre as principais consequências apontadas pelos participantes, destacam-se:
O estudo também revela que a sociedade tem alta consciência sobre a gravidade do problema: 93% dos entrevistados concordam que os atuais modelos de produção e consumo precisam ser transformados para enfrentar a crise ambiental.
Para 67% dos ouvidos, o governo deve liderar a proteção e a segurança dos trabalhadores no que tange às mudanças climáticas e à transição energética. Apenas 7% apontaram os empregadores como os principais responsáveis, e menos de 6% indicaram grupos socioambientais.
Essa centralização das expectativas no Estado surpreendeu os coordenadores do estudo. Em entrevista à Agência Brasil, Gabriela Vuolo, diretora-executiva do Aurora Lab, alertou para o risco de desresponsabilização do setor privado:
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