
Pesquisadores da UFPR criaram uma bateria de íon-sódio com um conjunto inédito de características que pode mudar o futuro do armazenamento de energia.
Flexível, transparente e aquosa, a tecnologia surge como uma alternativa mais segura e sustentável às baterias de lítio, ampliando as possibilidades de uso em eletrônicos e em soluções de energia limpa, afirma a revista Ciência UFPR.
As baterias estão presentes em praticamente tudo ao nosso redor, de celulares a carros elétricos. Hoje, a maioria delas utiliza lítio, um material eficiente, mas que traz desafios ambientais, geopolíticos e de segurança. Por isso, cresce o interesse por alternativas mais abundantes e baratas, como o sódio — elemento presente até no sal de cozinha.
Por muito tempo, as baterias de íons de lítio dominaram a eletrônica portátil graças à sua alta capacidade de armazenamento e longa duração. No entanto, essas baterias utilizam solventes orgânicos tóxicos e inflamáveis, o que pode causar curtos-circuitos e aumentar o risco de acidentes.
“Além disso, dependem de reservas de lítio, que é um elemento químico escasso”, explica.
É nesse contexto que entra a pesquisa liderada pelo professor Aldo José Gorgatti Zarbin, do Departamento de Química da UFPR, da qual Ramos participou durante seu mestrado, doutorado e pós-doutorado. Após quase três décadas de estudos, o grupo desenvolveu um protótipo funcional de bateria de íon-sódio que reúne, de forma inédita, três atributos ao mesmo tempo: flexibilidade, transparência e funcionamento em meio aquoso.
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