
Uma nova imagem do cometa 3I/ATLAS foi capturada pelo telescópio Gemini do Norte recentemente. Registros como esse ajudam os cientistas a entender como o objeto interestelar mudou após a aproximação máxima com o Sol, que aconteceu no fim de outubro.
De acordo com um comunicado, a imagem foi obtida como parte de uma iniciativa de divulgação científica que permite a participação direta de estudantes e do público interagindo com pesquisadores. Nesse formato, pessoas de todo o planeta acompanham as observações de alguns dos telescópios mais avançados do mundo.
Instalado no topo do Mauna Kea, no Havaí, a cerca de 4.200 metros de altitude, o telescópio Gemini do Norte fica em uma das posições mais privilegiadas a Terra para observações astronômicas, graças à atmosfera limpa e seca o local, que reduz distorções e melhora a qualidade das imagens. Ele integra o Observatório Internacional Gemini, um projeto que conta também com o Gemini do Sul, localizado no Chile. Juntos, os dois telescópios permitem a observação detalhada de praticamente todo o céu, cobrindo os dois hemisférios.
A nova imagem do 3I/ATLAS foi obtida em 26 de novembro de 2025 com o uso do Espectrógrafo Multi-Objeto Gemini (GMOS), um instrumento que permite analisar tanto a forma quanto a composição química de objetos distantes.
Ao reaparecer no céu, após passar pelo periélio (ponto mais próximo do Sol), o cometa foi observado próximo a Zaniah, um sistema estelar triplo localizado na constelação de Virgem. As observações integraram uma ação conjunta do Laboratório Nacional de Pesquisa em Astronomia Óptica e Infravermelha da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos (NSF NOIRLab) com o projeto “Acompanhe os cientistas”, voltado à aproximação entre ciência e público.
A foto divulgada é uma composição feita a partir de exposições em quatro filtros diferentes: azul, verde, laranja e vermelho. Durante as capturas, o telescópio acompanha o movimento do 3I/ATLAS, mantendo-o centralizado no campo de visão.
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