Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de dezembro de 2025 · 2 min de leitura ·

O que o James Webb revelou sobre planetas habitáveis em 2025

O que o James Webb revelou sobre planetas habitáveis em 2025

O ano de 2025 marcou um ponto de virada na astronomia moderna, com o Telescópio Espacial James Webb (JWST) indo muito além da simples detecção de planetas: ele começou a “cheirar” a atmosfera desses mundos distantes. As análises espectroscópicas mais recentes revelaram cenários surpreendentes, desde planetas de lava que desafiam a física até super-Terras que podem abrigar oceanos de água líquida, mudando drasticamente nossa compreensão sobre a habitabilidade fora do Sistema Solar.

Uma das revelações mais impactantes divulgadas pela NASA em dezembro de 2025 foi sobre o exoplaneta TOI-561 b. Embora seja um mundo infernal de magma, o Webb detectou fortes evidências de uma atmosfera espessa ao seu redor, algo que os cientistas achavam impossível devido à proximidade extrema com sua estrela. Isso sugere que planetas rochosos podem ser mais resilientes do que imaginávamos.

Em paralelo, o planeta LHS 1140 b se consolidou como um dos melhores candidatos a possuir água líquida. Dados recentes indicam que ele pode ser um “mundo globo ocular” (eyeball planet), onde um lado é coberto por gelo eterno e o outro, virado para a estrela, sustenta um oceano líquido aberto, criando um cenário fascinante para a astrobiologia.

A pergunta que todos fazem gira em torno do planeta K2-18 b. O James Webb detectou neste mundo a presença de metano e dióxido de carbono, o que apoia a teoria de que ele seja um mundo “Hiceânico” (coberto por oceanos sob uma atmosfera rica em hidrogênio). Mas o que realmente agitou a comunidade científica foi a detecção provisória de dimetil sulfeto (DMS).

Na Terra, o DMS é produzido quase exclusivamente por vida microbiana nos oceanos (fitoplâncton). Embora os dados de 2025 ainda exijam cautela e mais confirmações para descartar processos geológicos desconhecidos, essa permanece sendo a “pista” mais intrigante de atividade biológica já captada em um exoplaneta até hoje.

Nem todas as notícias foram de celebração imediata. O sistema TRAPPIST-1, famoso por ter sete planetas rochosos, mostrou-se um desafio complexo. As observações focadas nos planetas internos, como o TRAPPIST-1 b e o TRAPPIST-1 c, e mais recentemente no TRAPPIST-1 d, sugerem que esses mundos podem ter perdido quase toda a sua atmosfera.

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