
Titã, a maior lua de Saturno, já foi considerada um possível lar de um oceano profundo. No entanto, um novo estudo indica que a lua não possui águas subterrâneas como Europa ou Encélado, revelando um subsolo mais pastoso do que líquido. A descoberta muda a percepção sobre ambientes que poderiam abrigar vida fora da Terra.
Mesmo sem um oceano profundo, Titã continua fascinando astrônomos. Segundo o IFLScience, a superfície gelada da lua abriga lagos e rios de metano, e sua crosta sofre deformações sob a gravidade de Saturno, sugerindo que o subsolo é parcialmente flexível. Essas características podem influenciar a disponibilidade de energia, nutrientes e a química necessária para possíveis formas de vida.
Titã é o único corpo do Sistema Solar, além da Terra, com lagos e chuva, mas compostos de hidrocarbonetos. Observações iniciais na década de 2000 levantaram a hipótese de um oceano profundo sob a superfície, mas análises recentes indicam que o subsolo é mais parecido com lama ou gelo marinho ártico.
Em vez de um oceano aberto como o que temos aqui na Terra, provavelmente estamos diante de algo mais parecido com gelo marinho ártico ou aquíferos, o que tem implicações para o tipo de vida que poderíamos encontrar.
Titã possui uma órbita elíptica ao redor de Saturno, o que faz sua forma variar conforme a posição orbital. A equipe mediu um atraso de 15 horas entre o pico da força gravitacional e o da deformação da lua. Esse padrão indica uma dissipação de energia maior do que seria esperado caso houvesse um oceano global, reforçando a ideia de um subsolo pastoso.
“O grau de deformação depende da estrutura interna de Titã. Um oceano profundo permitiria que a crosta se flexionasse mais sob a força gravitacional, mas se Titã estivesse completamente congelada, não se deformaria tanto”, detalhou Journaux.
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