
Nanopartículas magnéticas estão colocando o Brasil no mapa das grandes promessas da nanotecnologia. Desenvolvidas em escala minúscula, elas podem ajudar no tratamento do câncer e na recuperação do meio ambiente.
Os pesquisadores Frederico Vieira Gutierrez e Jefferson Ferraz D. F. Araujo, da PUC-Rio, avançaram em métodos mais simples e baratos para produzir essas partículas, abrindo caminho para novas aplicações.
Em artigo no The Conversation, os pesquisadores explicam que as nanopartículas magnéticas são tão pequenas que milhões delas juntas ficam do tamanho de um grão de areia. Essa escala muda completamente seu comportamento em relação aos materiais comuns.
No nível nanométrico, o magnetismo passa a funcionar de outra forma, graças a um fenômeno chamado superparamagnetismo, descrito no estudo como a capacidade de pequenos “momentos magnéticos dos átomos” se alinharem sob um campo externo e perderem esse alinhamento quando ele é desligado.
“Isso permite, por exemplo, guiar nanopartículas pelo corpo com ímãs externos e depois eliminar sua magnetização, reduzindo riscos de efeitos indesejados”, comentam. É essa característica que torna as nanopartículas magnéticas tão interessantes para aplicações biomédicas e ambientais.
No Laboratório de Instrumentação e Medidas Magnéticas do Programa de Física da PUC-Rio, os pesquisadores produziram nanopartículas de magnetita, um óxido de ferro (Fe₃O₄) conhecido como o ímã natural mais forte já registrado. O método usado é descrito como simples, rápido e de baixo custo, baseado na precipitação simultânea de íons em solução.
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