
Normalmente, Vênus é o objeto natural mais brilhante do céu depois do Sol e da Lua e, por isso, costuma chamar bastante a atenção. Devido à sua condição de planeta interior (ou seja, que orbita entre a Terra e o Sol), ele surge somente ao amanhecer ou ao fim da tarde – nunca ao longo da noite.
No entanto, há períodos em que Vênus simplesmente desaparece de vista. Mas, por que isso acontece? Antes, vamos conferir algumas curiosidades sobre o segundo planeta mais próximo do Sol.
Atualmente, Vênus é uma “estrela” da manhã, surgindo pouco antes do nascer do Sol, baixo no horizonte leste, nas últimas horas da madrugada. A cada dia, no entanto, ele nasce mais perto do horário do Sol, o que faz com que sua visibilidade vá diminuindo rapidamente.
Isso acontece porque Vênus está caminhando para a conjunção solar superior, quando o Sol ficará exatamente entre ele e a Terra. Nesse alinhamento, que ocorrerá no dia 6 de janeiro de 2026, Vênus fica mergulhado no brilho solar, o que impede sua observação a partir da superfície terrestre.
Segundo o guia de astronomia Naked Eye Planets, Vênus foi perdido de vista na segunda semana de dezembro, encerrando formalmente a aparição matutina de 2025.
Neste sábado (20), faltando 17 dias para a conjunção solar, Vênus já está extremamente próximo do Sol no céu. Ele cruzou a eclíptica em direção ao sul na sexta-feira (19) e entrará em Sagitário, o Arqueiro, no domingo (21). Nesse momento, a elongação do planeta, isto é, a distância angular em relação ao astro, fica pequena demais para permitir a observação a olho nu. Embora ainda esteja tecnicamente acima do horizonte em determinados momentos, ele nasce quase ao mesmo tempo que o Sol e acaba completamente ofuscado pela luminosidade do céu matinal.
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