Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de dezembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Vídeo mostra foguete lançado do Brasil virando “bola de fogo” ao explodir após decolagem

Vídeo mostra foguete lançado do Brasil virando “bola de fogo” ao explodir após decolagem

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, na noite de segunda-feira (22), o primeiro foguete comercial lançado a partir do Brasil teve sua missão interrompida poucos segundos após a decolagem. O HANBIT-Nano, de origem sul-coreana, explodiu ainda na fase inicial do voo, que, felizmente, era não-tripulado.

Uma gravação feita por drone capturou o instante exato em que o foguete se desintegra no ar e se transforma em uma grande “bola de fogo”, segundos após a decolagem, às 22h13 (horário de Brasília) a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O registro foi feito pelo youtuber Pedro Pallotta, responsável pelo canal Space Orbit, que acompanhava o lançamento diretamente do local.

Drone flagra o momento exato em que o foguete sul-coreano HANBIT-Nano explode no céu e forma uma “bola de fogo” instantes após a decolagem do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O registro foi feito pelo youtuber Pedro Pallotta, responsável pelo canal Space Orbit, que… pic.twitter.com/a7rEkVNQy5

Durante a transmissão oficial da Innospace, empresa responsável pelo foguete, surgiu na tela a mensagem “Nós enfrentamos uma anomalia durante o voo”, em inglês, indicando que um problema havia sido detectado. Pouco depois desse aviso, o sinal da transmissão foi interrompido. Esse tipo de procedimento é considerado padrão em lançamentos espaciais quando não seguem conforme o planejado ou precisam ser abortados por razões de segurança.

As imagens acompanharam a trajetória do HANBIT-Nano por pouco mais de um minuto. Duas câmeras instaladas nos estágios do foguete mostraram o veículo atingindo Mach 1, quando ultrapassa a velocidade do som. Na sequência, o foguete avançou em direção ao espaço até se aproximar do chamado Max Q, momento do voo em que a estrutura enfrenta o maior estresse aerodinâmico devido à combinação de alta velocidade e densidade da atmosfera.

Logo após essa fase crítica, a transmissão foi encerrada pela empresa, o que impediu o acompanhamento visual do restante do voo. Pouco depois, imagens independentes indicaram que o veículo havia explodido no ar.

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