
A Rússia planeja instalar uma usina de energia na Lua na próxima década para abastecer seu programa espacial lunar e uma estação de pesquisa conjunta russo-chinesa, em meio à corrida das grandes potências para explorar o único satélite natural da Terra.
Desde que o cosmonauta soviético Yuri Gagarin se tornou o primeiro ser humano a ir ao espaço, em 1961, a Rússia se orgulha de ser uma potência líder na exploração espacial. Nas últimas décadas, no entanto, o país ficou para trás em relação aos Estados Unidos e, cada vez mais, à China.
As ambições russas sofreram um duro golpe em agosto de 2023, quando a missão não tripulada Luna-25 se chocou contra a superfície lunar durante uma tentativa de pouso. Além disso, Elon Musk revolucionou o lançamento de veículos espaciais, área que antes era uma especialidade russa.
O chefe da Roscosmos, Dmitry Bakanov, já havia declarado, em junho, que um dos objetivos da corporação é instalar uma usina de energia nuclear na Lua e explorar Vênus, conhecido como o “planeta irmão” da Terra.
A Rússia não é a única a planejar a instalação de um reator na Lua. Em agosto, a NASA declarou a intenção de colocar um reator nuclear no satélite até o primeiro trimestre do ano fiscal de 2030.
“Estamos em uma corrida para a Lua, em uma corrida com a China para a Lua. E para ter uma base na Lua, precisamos de energia”, disse em agosto o secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, ao comentar os planos.
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