
O Japão teria condições técnicas e materiais para desenvolver armas nucleares em um prazo relativamente curto. Avaliações de especialistas indicam que o país poderia chegar a uma capacidade nuclear básica em até três anos.
No entanto, seguir nessa direção depende da decisão do Japão, o que ainda não aconteceu.
O Japão mantém uma das mais sofisticadas indústrias nucleares civis do mundo e acumula grandes quantidades de plutônio separado. Dados da NBC News apontam que, até 2014, o país possuía cerca de nove toneladas do material, volume considerado suficiente para a fabricação de milhares de ogivas.
Além disso, o Japão também dispõe de urânio enriquecido, outro insumo estratégico para armamentos nucleares.
Fontes ouvidas pela NBC afirmam que a capacidade técnica japonesa para desenvolver armas nucleares existe há décadas. Segundo os especialistas, se o país escolher seguir nessa direção, a construção seria rápida – o que inclui o desenvolvimento de uma ogiva simples e sua integração a sistemas de lançamento.
O Japão também conta com tecnologia de mísseis, programas espaciais, engenharia de alta precisão e uma base científica de elite, fatores que reforçam sua classificação como uma “potência nuclear latente”. O termo é usado para países que não possuem armas nucleares, mas que têm meios para obtê-las em pouco tempo.
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