
A Terra gira em torno do próprio eixo uma vez a cada 24 horas — ao menos segundo o modelo científico aceito, e não o defendido por adeptos da Terra plana.
No entanto, esse período não foi sempre o mesmo ao longo da história do planeta e, em um futuro extremamente distante, existe a possibilidade teórica de que a Terra pare de girar em relação à Lua, ficando gravitacionalmente travada a ela. Ainda assim, eventos astronômicos e o próprio fim da vida na Terra devem impedir que isso aconteça de forma observável.
James Zimbelman, geólogo sênior emérito do Museu Nacional do Ar e do Espaço do Smithsonian, em Washington, explicou ao Live Science que esses fragmentos acabariam sendo puxados de volta pela gravidade da Terra. O processo resultaria em um bombardeio contínuo sobre o planeta, capaz de liquefazer a crosta terrestre e transformá-la em um “oceano de rocha” derretida.
Apesar desse cenário extremo, especialistas destacam que a Terra não vai simplesmente parar de girar de repente, a menos que sofra uma colisão catastrófica com outro corpo celeste. O que ocorre, de fato, é um processo lento e gradual de desaceleração da rotação do planeta.
No passado remoto, a Terra girava mais rápido do que hoje. Estimativas indicam que a rotação do planeta está diminuindo, em média, entre um e dois milissegundos por século. Esse valor pode variar devido a fatores, como terremotos, que podem acelerar ou desacelerar temporariamente a rotação, além do movimento de gelo e de águas subterrâneas.
De acordo com a NASA, um estudo climático financiado pela agência mostrou que, entre 2000 e 2018, o aumento na duração do dia devido ao movimento de gelo e água subterrânea foi de 1,33 milissegundos por século.
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