
O primeiro ciclone extratropical de 2026 começa a se desenhar neste fim de semana no entorno do Sul do Brasil. O sistema se organiza entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, com chance de temporais, ventos fortes (rajadas podem chegar a 100 km/h) e risco de granizo em pontos isolados. A previsão é de chuva intensa em curtos intervalos, o tipo de cenário que costuma pressionar cidades e sistemas de drenagem.
Antes de ganhar forma definitiva, o fenômeno começa longe do litoral. A engrenagem se arma entre o Paraguai e o norte da Argentina, onde uma área de baixa pressão se intensifica ao longo desta sexta-feira (09). No sábado (10), o sistema avança sobre o território gaúcho. Na esteira do ciclone, uma frente fria deve espalhar instabilidade para outras regiões, alcançando Mato Grosso do Sul e o oeste de São Paulo a partir de domingo (11).
A história começa com a queda da pressão atmosférica entre o Paraguai e o norte da Argentina nos dias 8 e 9 de janeiro. É nesse ambiente que o ar quente e úmido passa a convergir e subir, o que cria condições para nuvens carregadas e chuva volumosa. Esse estágio inicial ainda não é o ciclone em si, mas o motor que vai alimentá-lo.
Na madrugada de sábado (10), a baixa pressão deve se organizar de vez e dar origem ao ciclone extratropical, posicionado entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. A partir daí, o sistema passa a influenciar diretamente o clima no Sul. A previsão é que ele intensifique ventos e amplie áreas de instabilidade ao redor do seu centro.
No domingo (11), o ciclone deve iniciar um movimento esperado: segue para leste, com passagem prevista sobre o extremo sul gaúcho, na região de Santa Vitória do Palmar. Esse deslocamento mantém o estado em alerta, especialmente por causa das rajadas de vento que podem ocorrer mesmo fora das áreas de chuva mais intensa.
Já na segunda-feira (12), o sistema se afasta rapidamente para o oceano Atlântico. Com isso, a influência direta sobre o continente diminui, embora os efeitos residuais, como céu carregado e chuva fraca, ainda possam persistir em algumas áreas do Sul por mais algumas horas.
Entre para comentar.