
Um pinheiro bristlecone, espécie famosa por sua longevidade e pela capacidade de sobreviver mesmo em ambientes extremos, detém uma marca e tanto. Ela é considerada a árvore viva mais antiga do mundo.
O vegetal foi batizado de Matusalém em homenagem à figura mais antiga da Bíblia, que teria morrido aos 969 anos. A árvore, por sua vez, é muito mais velha. Para se ter uma ideia, quando ela nasceu os egípcios ainda não haviam construídos as famosas pirâmides.
A idade das árvores é descoberta extraindo uma amostra cilíndrica do tronco para que os anéis possam ser contados. A espessura desses anéis, cada um representando um ano de vida da planta, pode revelar informações sobre os níveis anuais de precipitação de uma região, temperaturas e até erupções vulcânicas.
Não está totalmente claro por qual motivos os bristlecones vivem tanto, mas uma explicação pode ser o desenvolvimento lento das árvores, que crescem apenas 2,5 cm a cada 100 anos. Esse processo torna a madeira especialmente densa e confere proteção extra contra insetos e podridão.
Os cientistas ainda explicam que o ar na Floresta Nacional de Inyo é extremamente seco. Somado ao clima frio e ao solo rochoso, isso evita a proliferação de outras plantas, o que favorece o crescimento dos pinheiros.
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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