
Um artigo publicado no periódico científico The Astrophysical Journal relata que astrônomos podem ter identificado sinais de uma nova chuva de meteoros, com origem incomum: um asteroide que se aproximou demais do Sol e acabou se fragmentando, liberando detritos pelo espaço.
Todos os anos, a Terra atravessa regiões repletas de poeira e pequenos fragmentos deixados por objetos celestes. Ao entrar na atmosfera, esse material produz as popularmente chamadas “estrelas cadentes”.
A maioria dessas chuvas tem origem em cometas, corpos formados por gelo, poeira e rochas. A chuva de meteoros Perseidas, associada ao cometa Swift-Tuttle, que completa uma volta ao redor do Sol a cada 133 anos, é um exemplo. Foi o astrônomo Giovanni Schiaparelli quem identificou, ainda no século XIX, a ligação entre o objeto e o fenômeno observado no céu, de acordo com a NASA.
Quando esses fragmentos entram na atmosfera terrestre, podem atingir velocidades superiores a 24 km/s. O atrito com o ar faz com que aqueçam rapidamente e se desintegrem, gerando rastros luminosos que podem ser vistos a olho nu, especialmente em locais com pouca poluição luminosa.
Ao se aproximar do Sol, o cometa libera poeira ao longo de sua órbita. Com o tempo, esse material forma uma trilha. Quando a Terra cruza esse caminho, os fragmentos colidem com a atmosfera e produzem as chuvas de meteoros.
Embora seja menos comum, asteroides também podem gerar esse tipo de fenômeno. Um exemplo conhecido é a chuva das Geminídeas, que ocorre em dezembro e está associada ao asteroide 3200 Phaethon. Diferentemente dos cometas, esses corpos são predominantemente rochosos.
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