
Na noite desta terça-feira (3), Urano começa um processo pelo qual seu movimento para o oeste através do céu é interrompido, e o astro retoma sua trajetória normal para leste, concluindo o período popularmente chamado de “movimento retrógrado”.
Essa aparente inversão de direção é um fenômeno pelo qual todos os planetas do Sistema Solar passam periodicamente. Para a astronomia, no entanto, o termo mais adequado seria “laço” retrógrado – porque, durante o curso percorrido, o planeta parece formar um laço no céu.
Segundo o site In-The-Sky.org, no caso daqueles cujas órbitas são mais externas que a da Terra (Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), isso se dá poucos meses depois de passarem pela oposição, que é quando eles estão do lado oposto do Sol em relação ao nosso planeta (que fica entre os dois corpos celestes).
Ainda de acordo com o guia de orientação do céu noturno, o reajuste de direção de Urano, que entrou em movimento retrógrado em 6 de setembro, iniciará às 22h52 (pelo horário de Brasília).
O colunista do Olhar Digital Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON), explica que o movimento retrógrado dos planetas é apenas ilusório e é causado pelo curso da Terra em torno do Sol.
À medida que ela circunda o astro, nossa perspectiva muda, e isso faz com que as posições aparentes dos objetos celestes se alterem de um lado para o outro no céu, o que se sobrepõe ao movimento de longo prazo do planeta em direção ao leste através das constelações.
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