Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Ameba ‘comedora de cérebro’ é uma preocupação real. Mas não só ela

Ameba 'comedora de cérebro' é uma preocupação real. Mas não só ela

Cientistas alertam para a necessidade de ação urgente contra amebas. Isso porque elas representam uma ameaça crescente à saúde mundo afora. A princípio, esses microrganismos unicelulares podem parecer inofensivos. Mas eles conseguem destruir tecidos humanos.

Por conta do agravamento das mudanças climáticas, o habitat desses patógenos tem se expandido. E isso pode virar um baita problema de saúde pública. Primeiro, por conta da falta de monitoramento rotineiro nos sistemas de abastecimento. Segundo, pela resistência das amebas aos tratamentos convencionais.

A palestrante Manal Mohammed, especialista em microbiologia médica e pesquisadora da Universidade de Westminster (Inglaterra), escreveu um artigo sobre o tema para o The Conversation. Leia abaixo o que você precisa saber, segundo ela:

Amebas de vida livre são organismos unicelulares que não precisam de um hospedeiro para viver. Elas são encontradas no solo e na água, de poças a lagos.

O que as torna notáveis é a capacidade de mudar de forma e se mover usando extensões temporárias em forma de “braços” chamadas pseudópodes – literalmente “pés falsos”. Isso permite que sobrevivam numa ampla variedade de ambientes.

A ameba de vida livre mais conhecida é a Naegleria fowleri, chamada de “ameba comedora de cérebro”. Ela vive naturalmente em água doce quente, normalmente entre 30°C e 40°C – lagos, rios e fontes termais. É raramente encontrada em países de clima frio.

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