Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Impacto de asteroide com a Lua poderia produzir espetáculo luminoso no céu

Impacto de asteroide com a Lua poderia produzir espetáculo luminoso no céu

Um artigo disponível no repositório de pré-impressão arXiv, onde aguarda revisão de pares, apresenta um cenário potencialmente espetacular envolvendo o asteroide 2024 YR4 – que tem chances de atingir a Lua em 2032.

Conduzido por pesquisadores da China e do Japão, o estudo descreve não apenas as consequências científicas de um eventual impacto, como também os efeitos visuais que poderiam ser observados na Terra.

Com cerca de 60 metros de diâmetro, tamanho comparável ao de um prédio de aproximadamente 15 andares, o asteroide 2024 YR4 foi descoberto em dezembro de 2024 e chamou atenção no início de 2025, quando cálculos preliminares indicaram a maior probabilidade já registrada de colisão com a Terra para um objeto desse porte. Essa chance chegou a 3,1%, mas análises posteriores descartaram qualquer risco para o planeta.

Embora a Terra esteja fora de perigo, os cientistas apontam que ainda existe uma probabilidade de 4,3% de o asteroide atingir a Lua durante sua passagem próxima, prevista para 22 de dezembro de 2032. Segundo estimativas da NASA, uma colisão desse tipo liberaria energia equivalente a cerca de 6,5 milhões de toneladas de TNT. Caso ocorra, será o maior impacto lunar observado diretamente na era moderna.

A possibilidade despertou o interesse de Yifei Jiao, pesquisador de pós-doutorado da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e sua equipe. Em entrevista ao site Livescience, o líder do estudo disse que se trata de um “experimento natural” raro: um impacto potencialmente previsível de um pequeno corpo celeste. Para Jiao, esse tipo de evento permitiria testar modelos físicos e melhorar o entendimento sobre colisões no Sistema Solar de forma prática e detalhada.

Para explorar os cenários possíveis, os pesquisadores criaram modelos computacionais que incluíam o Sol, os planetas, a Lua e o asteroide. A equipe realizou 10 mil simulações diferentes, ajustando levemente a trajetória do 2024 YR4 a cada rodada. Assim, foi possível identificar as regiões da superfície lunar com maior chance de impacto e avaliar a dinâmica dos detritos gerados.

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