Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Terra é atingida por explosão extrema no Sol

Terra é atingida por explosão extrema no Sol

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, o Sol foi tomado por intensa agitação no último domingo (1). Observações registraram 26 erupções solares em sequência, com destaque para um evento X8.1 – extremamente poderoso. E o material ejetado pela explosão, que estava previsto para atingir a Terra na quinta-feira (5), chegou um dia antes do esperado.

De acordo com a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, o impacto se deu nesta quarta-feira (4), às 12h30 (horário de Brasília), acionando magnetômetros em todo o mundo. Na estação de monitoramento do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), no Colorado, a vibração foi de 16 nT — significativa, mas não o suficiente para causar uma grande tempestade geomagnética. Em vez disso, episódios de intensidade G1 a G2 são possíveis nas próximas horas – eventos considerados, respectivamente, leves e moderados em uma escala que vai até G5.

Embora a CME da explosão X8.1 não tenha sido lançada em direção à Terra, as previsões da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) indicavam que ela atingiria o planeta de “raspão”, o que é suficiente para perturbar o campo magnético terrestre devido à força extrema da explosão – a terceira maior já observada durante o Ciclo Solar 25 (que iniciou em dezembro de 2019).

Se o impacto provocar uma tempestade geomagnética G1, podem ocorrer flutuações fracas na rede elétrica e interferências mínimas nas operações de satélites, além da formação de auroras no extremo norte do globo. Já em um cenário G2, as consequências podem ser mais notáveis: sistemas elétricos em altas latitudes podem registrar alarmes de tensão, risco de danos a transformadores e satélites podem exigir correções de orientação devido a mudanças no arrasto. A propagação de rádio HF pode ser prejudicada, enquanto auroras se tornariam visíveis em latitudes mais baixas do planeta.

Não se descarta a possibilidade de o fenômeno ser ainda mais intenso, já que a mancha solar AR4366, onde ocorreu a erupção X8.1, estava em um surto de atividade, produzindo outras explosões em sequência, o que pode potencializar a interação do material solar com a atmosfera da Terra.

Nesta manhã, às 8h13, a mesma região ativa produziu mais uma erupção solar do tipo mais potente – desta vez, uma X4.2. O evento interrompeu brevemente as comunicações de rádio em partes da África Ocidental e do sul da Europa, enquanto uma intensa radiação inundava a atmosfera superior da Terra.

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